Disney entra com pedido de patente para robôs que representam personagens

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Robôs com corpos macios podem algum dia perambular pelos parques temáticos da Disney, atuando como personagens humanoides de filmes animados, e interagindo com os visitantes.

Um novo pedido de patente da gigante do entretenimento não nomeia personagens específicos, mas descreve “projetar um robô que se mova e interaja fisicamente como um personagem animado”.

Um esboço do protótipo protocolado com o pedido de patente mostra um corpo redondo, semelhante à forma do personagem robô macio Baymax no filme da Disney “Operação Big Hero”, de 2014. O documento diz que o grande problema para interação robótica é segurança. Cientistas da Disney em Pittsburgh trabalharam em protótipos identificados apenas como “soft body 300” ou “soft body 1000”.

Funcionários da Disney se recusaram a comentar sobre o pedido de patente.

A nova patente da Disney diz que os robôs de corpo macio seriam “projetados para reduzir impactos de colisão durante a interação humana”.

“Robôs podem ser encontrados fornecendo orientação interativa ou entretenimento em lojas e parques de diversões e em cenários mais dinâmicos”, diz o pedido de patente.

Mais personagens robóticos poderiam eliminar alguns custos de mão de obra, embora não haja informações sobre quanto custariam ou se reduziriam o número de personagens fantasiados.

Os robôs transitando livremente não são exatamente novos no Walt Disney World. As versões anteriores incluíram a lata de lixo falante Push, que era basicamente um veículo com controle remoto, e Lucky the Dinosaur.

Mas a nova patente descreve problemas com a anterior interação robótica-humana: “Demonstrou-se difícil fornecer interações totalmente seguras entre humanos e robôs simplesmente operando esses robôs humanoides e outros com movimentos controlados”.

A nova aplicação descreve câmaras flexíveis que compõem o corpo do robô, cheio de fluído ou ar. O robô seria capaz de sentir a pressão em cada câmara e ajustar a quantidade de ar ou água, para corresponder ao abraço de uma criança, ou a uma colisão acidental.

A forma externa do robô poderia ser determinada por “dados obtidos a partir de um modelo digital de um personagem animado (ou outro)”, diz a aplicação.
Os componentes de armação e juntas seriam feitos com uma impressora 3D e formas externas do robô incluem “uma forma de donut, um cilindro e um cilindro com uma extremidade redonda”. Isso deixa aberta a possibilidade de variações no conceito básico.

Pittsburgh é também onde a Universidade Carnegie Mellon desenvolveu um braço robótico que inspirou o diretor da Disney, Don Hall, enquanto pesquisava conceitos para um “robô abraçável”, que acabou se transformando no Baymax de “Operação Big Hero”.

No passado, a Disney entrou em conflito com os sindicatos em relação às regras para os funcionários que representam personagens. Em uma disputa de 2015, os representantes sindicais se opuseram a uma regra de que tais atores não podem falar publicamente sobre qual personagem eles representam.

Personagens com humanos fantasiados não são infalíveis também. Um processo de 2011 de uma mulher de Filadélfia alegou que um empregado do Epcot vestido como Pato Donald a teria apalpado. A ação alegou que a Disney tentou “cobrir os contínuos e antigos incidentes anteriores semelhantes”. A Disney recusou-se a comentar publicamente e a ação foi resolvida confidencialmente.

E em 2007, um funcionário da Disney representando o Tigrão foi suspenso depois que uma família de New Hampshire o acusou de dar um soco.

Fonte: Orlando Sentinel

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