SeaWorld anuncia fim de beijos e danças das orcas

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As orcas do SeaWorld deixarão de posar, dançar ou beijar-se durante os shows, disse em uma entrevista Joel Manby, CEO do parque. Os shows das orcas só vão enfatizar as ações que os animais fazem na natureza, tais como comunicarem-se uns com os outros e procurar comida em ambientes que se assemelham à América do Sul ou à costa norte da Califórnia.

Manby está apostando que a abordagem mais educacional pode atrair visitantes em um ambiente cada vez mais competitivo, quando não é possível se comprometer com animais de mais de 4 toneladas saltando e realizando números musicais.

“Pense no Discovery Channel, pense no Nat Geo, pense em um bom documentário sobre a natureza que é educacional, mas fascinante”, disse Manby. “É divertido porque é fascinante, não porque eles estão pulando cinco de cada vez com uma música maravilhosa.”

O SeaWorld encerrou a reprodução de baleias assassinas em março, curvando-se às críticas de seu cuidado com as criaturas marinhas, como retratado no documentário “Blackfish.” A empresa comprometeu-se a eliminar progressivamente as performances de baleias assassinas e, eventualmente, parar de manter os animais em cativeiro por completo, uma vitória para ativistas. O parque temático tem lutado contra a diminuição de visitantes e a queda de desempenho das ações desde o lançamento de “Blackfish”, em 2013.

O maior desafio de Manby agora é renovar as ofertas de entretenimento do SeaWorld para um público acostumado a ver a Shamu dançar sob luzes estroboscópicas e, ao mesmo tempo, sustentando-se como parque temático rival de Disney e Universal.

Manby reconhece que competir vai ser difícil, particularmente em Orlando. Mas ele vê uma oportunidade para manter seu parque com preço mais baixo do que os outros, criando uma alternativa para as famílias que buscam economia. O SeaWorld, que possui 11 parques no total, estava oferecendo o ingresso de um dia por US$69 e um passe anual para os seus dois resorts em Orlando por US$168. No Magic Kingdom em Orlando, o ingresso de um dia menos caro era US$97 e o passe anual US$749.

A estratégia de crescimento também inclui a construção de hotéis perto dos parques da empresa e a criação de atrações que mostram as orcas como criaturas do mar, e não artistas.

Fonte: Bloomberg

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